Nome: Patrécio Rocha Pereira
Nome artístico: Patrécio Rocha
Natural de? São Mateus – ES
Onde reside? Teixeira de Freitas – BA
Um hobby: ouvir música
Uma música: Asas da Coragem (Mariani – Paulinas/Comep)
Uma Personalidade: Rodrigo Louvor e Glória
Um livro: a Bíblia
Um filme: Pe. Pio
Uma frase: O Deus que sirvo é o Deus que nunca falha.
Cantai: Cite alguns nomes que contribuíram com sua musicalidade, sua poesia e sua formação humana dentro do cenário nacional: (lembrando que vale o cenário secular)
Patrécio Rocha: De inicio posso dizer que Renato Russo (Legião Urbana) ajudou-me muito a me situar na sociedade, mesmo eu não tendo acompanhado a sua carreira enquanto vivo, sua poesia e musicalidade foram de muita importância para mim e fizeram parte da minha infância. Depois de “crescidinho” e já envolvido nas ações religiosas, Rodrigo Ferreira (Banda Louvor e Glória) me ajudou muito com sua musicalidade e espiritualidade, despertando em mim o desejo de seguir também por este caminho.
Cantai: Como você enxerga a transição do papado e a via na qual o Espírito Santo vem direcionando a Santa Igreja por intermédio de Bento XVI?
Patrécio Rocha: Bom, há sempre muita expectativa em volta de qualquer transição de liderança, seja ela simples como a de um coordenador de um grupo, ou mais complexa como a do nosso Santo Padre, o Pastor desta nossa santa igreja. Confesso que no inicio eu tive medo (acredito que muitos também tiveram rsrs), mas meu coração foi sendo confortado a cada decisão bem tomada por ele, inspirada pelo Espírito Santo de Deus. A Igreja Católica, no papado do nosso querido João Paulo II, tornou-se uma grande instituição, socialmente falando. O trabalho pastoral realizado por João Paulo II aproximou as religiões e reavivou o debate pelo entendimento étnico e social entre as nações. Pelo que tenho vistoal masdmirador de Jotenho visto seja o mesmo que Bento XVI est Bento XVI caminha pela mesma estrada, ele que desde a época em que era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, como cardeal Ratzinger, já se manifestava um grande amigo e admirador de João Paulo II.
Cantai: Como você entende o andamento da música católica?
Patrécio Rocha: Nossa! A música católica cresceu muito nos últimos tempos. Lembro-me de quando eu era bem novinho. Eu não ouvia falar de outras músicas a não ser as de Padre Zezinho, Pe. Joãozinho e outros grandes precursores da música católica. A música católica evoluiu muito. Tanto rítmica como espiritualmente. E foi uma evolução necessária aos anseios dos fiéis, que a cada dia mais estão sedentos do espírito santo. Hoje eu posso dizer que a música católica está sendo respeitada não tão somente nas nossas igrejas, mas também no meio secular e evangélico.
Cantai: O que aconteceu com as multidões de fiéis que freqüentavam nossos eventos há alguns anos?
Patrécio Rocha: No meu ponto de vista, as pessoas estão sedentas, esperando algo novo, um investimento grande. Digo investimento, mas não no sentido monetário, e sim espiritual. Por exemplo, no meio secular as bandas gospel são muito bem vistas, talvez não apenas por sua qualidade musical, mas sim porque elas estão chegando ao seu público com letras que as pessoas precisam ouvir em determinados momentos. Eu tive experiência de, no ano passado, participar de um evento de um grupo evangélico renomado em todo o Brasil. Eles transferiram o evento para um local menor, em BH, não por que seriam poucas pessoas, mas para que eles tivessem um contato maior com seu povo. Ou seja, às vezes buscamos muito público, multidões, mas esquecemos de evangelizar o nosso próprio meio. Falta a nós, como músicos e evangelizadores, trabalharmos primeiramente em nossas próprias comunidades e paróquias, “arrebanhando” o povo para o Senhor.
Cantai: Qual o grande desafio de ser músico, poeta, compositor e formador de opinião diante de uma sociedade cada vez mais distante da Santa Igreja?
Patrécio Rocha: Ser músico já é um desafio, sendo religioso isso triplica rsrs. Às vezes quando estou andando pelas ruas aqui na minha cidade e alguém passa e fala comigo fico feliz por saber que meu trabalho está sendo reconhecido, mas ao mesmo tempo preocupado. Eu penso que se eu fosse um cantor secular as pessoas olhariam pra mim, me cumprimentariam do mesmo jeito e até mais, mas o peso das minhas costas seria menor. Só estar falando e cantando o nome do Senhor Jesus é fácil, todo mundo pode fazer isso, mas vivenciar é o que nos leva muitas vezes a cair; esta é nossa maior dificuldade nessa sociedade tão hipócrita e niilista, onde tudo é permitido.
Cantai: O que você aconselha para os músicos que estão chegando hoje e sonham com seu próprio espaço em meio a tantos artistas já renomados no cenário católico?
Patrécio Rocha: A única coisa que eu posso dizer é… Espera no Senhor e lute, um dia chega a sua hora! Eu achei muito interessante uma frase que o Pe. Fábio de Melo disse na propaganda de um dos seus CD’s: “Às vezes você nem se imagina artista, pois quem escolhe é o povo. Ele quem define se você vai ser o seu ‘eleito’.”
Cantai: Segundo o Papa João Paulo II “as novas comunidades são a primavera da Igreja”. Qual a função dessas comunidades na missão da música católica hoje?
Patrécio Rocha: Importantíssimas, pois delas estão vindo muitos frutos para toda a nossa igreja, e como somos membros de um corpo do qual a cabeça é Jesus é indispensável a sua ajuda para difundir a música católica.
Entrevista publicada no dia 27 de Abril de 2009 no site de música católica CANTAI.NET
acesse: www.cantai.net